Digital Influencers: antes de apostar nesse plano tático, conheça-os muito bem!

Samuel Leite

O mapeamento e investimento de marketing em personagens influenciadores para ampliar a divulgação e alcance das marcas é um dos recursos mais utilizados atualmente nos planos de comunicação de agências e empresas. A escolha dos influenciadores certos, de acordo com o perfil da marca, pode impulsionar as vendas por meio de uma campanha ou até melhorar a reputação corporativa.


Porém, a escolha de uma personalidade para representar marcas e projetos, não pode ser tomada de maneira aleatória. Existem motivos palpáveis que justificam as escolhas realizadas pelas agências e empresas. O primeiro deles é a relevância de um famoso youtuber, instagrammer ou blogueiro. Esse fator varia em cada segmento, e na maioria das vezes, essas figuras influenciam diversos públicos significativamente mais do que celebridades em geral.


Dependendo do segmento de mercado em que a empresa está inclusa ou do produto que se quer divulgar, uma celebridade pode não ser tão interessante quanto um analista ou um acadêmico, por exemplo. Podemos dizer que o segundo motivo de escolha é a paixão e a autenticidade com que eles produzem conteúdo. Esse fator foi exatamente o que os fizeram ter sucesso e dificilmente um influencer abraça a sua causa sem identificar-se com ela. A probabilidade de conseguir o empenho de um influencer para divulgar a sua marca sem a devida recompensa financeira ou sem contratar uma agência para mapear os influenciadores que de fato se interessam pela sua empresa, é mínima. Até porque, o trato com eles acaba sendo relacional.


Segundo um estudo realizado pela companhia The Shelf, mais de 65% das empresas e marcas já utilizam estratégias de Marketing de Influência e 52% das empresas têm uma verba exclusiva para ações em mídias sociais. Entre as empresas que responderam a pesquisa e que investem em influencer marketing, todas reconhecem o considerável aumento de conversão para vendas, uma melhora na exposição da marca e de produtos e, ainda, significativo aumento da credibilidade e lealdade do consumidor. Além de tudo, essa é uma excelente alternativa à publicidade online tradicional em banners e posts patrocinados (que, aliás, têm sido ignorados pelos usuários).

Algumas dicas para mapear influencers

• De modo simplista, podemos categorizar ao menos dez perfis de influenciadores: jornalistas, celebridades, autoridades, conectores, analistas, ativistas, experts, insiders, acadêmicos e disruptivos.
• É preciso identificar quem são os indivíduos que, de fato, alcançarão o seu público-alvo; qual é o relacionamento pretendido com este canal e com esta pessoa; e identificar os motivos pelos quais ela é a escolha certa para a sua marca.
Esse mapeamento precisa ser feito estabelecendo-se uma ordem de importância e, paralelamente, tendo em mente qual é o objeto da ação – se relacionamento, aumento de vendas, melhora da imagem corporativa, aumento da presença digital etc.
• Durante a definição de quem serão os influenciadores, fique atento, pois nem sempre o número de likes ou a quantidade de seguidores são as métricas ideais para se contatar esses parceiros.

Quando falamos de digital influencers, precisamos estar atentos ao engajamento dos seguidores no canal, à qualidade de suas publicações e à repercussão social que eles provocam, o que deve ser condizente ao propósito e valores da sua empresa.

Outro ponto a se considerar é o mercado de atuação da empresa, afinal, não adianta fazer um excelente mapeamento de influenciadores e saber o que se quer divulgar, se o seu segmento tiver pouca representatividade nas redes sociais. Pensando nisso, deixo aqui o percentual de representatividade de influenciadores em cada indústria.



Fonte: The Shelf.
Legenda do infográfico: Alimentação, beleza, faça você mesmo, família, saúde e mídias sociais são os mercados ideais para realizar a contratação de influenciadores.


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  • juntos avançaremos polegada por polegada. vamos conversar?